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Campanha Uso racional das águas

sábado, dezembro 27th, 2008

Água cinza é o termo para definir água servida e/ou residuária, doméstica, que não contém contaminação de esgoto do vaso sanitário e da pia de cozinha - “águas negras”. Compõe-se essencialmente da água do banho, sabão, detergentes e águas de lavagem.

O uso das “águas cinzas” reduz a demanda sobre os mananciais de água devido à substituição da água potável por uma água de qualidade inferior. Nas áreas urbanas poderá reduzir os gastos com a demanda da água da concessionária e o volume de esgoto a ser tratado.

Neste sentido, deve-se considerar o reuso de água como parte de uma atividade mais abrangente que é o uso racional ou eficiente da água, o qual compreende também o controle de perdas e desperdícios, e a minimização da produção de efluentes e do consumo de água.

O reuso de águas servidas, de acordo NBR-13.969/97 - ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), deve ser utilizado para fins que exigem qualidade de água não potável, mas sanitariamente segura, tais como, irrigação dos jardins, lavagem de pisos e dos veículos automotivos, na descarga dos vasos sanitários, na manutenção paisagísticas dos lagos e canais com água, sistemas de ar condicionado, etc.

Para tal se faz necessário considerar alguns aspectos projetuais como: pontos de coleta, o armazenamento e o destino final. Um bom projeto sanitário além de prever a separação das águas negras das cinzas é àquele que utiliza equipamentos econômicos, como a bacia sanitária de baixo fluxo, torneiras eletrônicas, válvulas automáticas para mictórios e chuveiros, os quais visam à diminuição do volume de esgoto gerado.

O sistema de tratamento para as “águas cinzas”, de uma maneira natural e ecológica, é através do sistema de Círculo de Bananeiras, sistema criado por Jan Bucley e difundido pela EPAGRI (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A.). Este sistema utiliza plantas estabelecidas em seu leito que adaptadas ao tipo de  ambiente/umidade aproveitam os nutrientes  disponibilizados pela decomposição da matéria orgânica (fósforo, potássio, nitratos),  a evaporação/transpiração da água, a transferência de oxigênio para o solo, incrementando o processo aeróbico, e a redução de agentes patógenos, podendo ainda compor o paisagismo do local.

Trata-se de uma forma excelente de cultivar frutas e tubérculos e ao mesmo tempo utilizar o excesso de água e os rejeitos orgânicos.        

Os materiais utilizados no sistema são: mudas de bananeira, de mamoeiro, de confrei, copo-de-leite, abóbora, batata-doce e outras espécies que gostam de umidade, jornais ou sacos de papel, material orgânico (galhos de várias espessuras, troncos apodrecidos, folhas, palha e outros restos vegetais, casca ou cinza de arroz, esterco bovino).

Para que estas plantas tenham uma vida mais saudável deve-se reduzir o uso de detergentes excessivamente químicos e pensar no impacto das águas residuais no local de origem.

Uma antiga lenda romana conta que a palavra saponificação teria sua origem no Monte Sapo, onde eram realizados sacrifícios de animais. A chuva levava uma mistura de gordura animal derretida com cinzas e barro para as margens do Rio Tigre. Essa mistura resultava em uma borra. As mulheres descobriram que, usando esta borra, suas roupas ficavam muito mais limpas. A essa mistura os romanos deram o nome de sabão e à reação de obtenção do sabão de reação de saponificação.

Quando pensar em limpar a casa, pense também na saúde do seu corpo e do planeta, escolhendo produtos simples e naturais, que não aumentem ainda mais a poluição existente. Três litros de solvente, por exemplo, podem contaminar 60 milhões de litros de água subterrânea.

 

Soluções Alternativas:

* Desinfetante geral: Solução de 4 colheres de sopa de bicarbonato de sódio em um litro de água morna. Adicione uma colher de sopa de vinagre branco, ou suco de limão, para dissolver a gordura.

* Desentupir pia: Jogue no ralo um punhado de bicarbonato de sódio, algumas colheres de vinagre branco e água fervente.

* Limpar vidro: Passe uma solução com água e vinagre, e depois use jornal para dar brilho.

* Desodorizante de ambiente: 4 colheres de sopa de vinagre num pratinho colocado sob um móvel. As plantas também funcionam como ótimos purificadores do ar.

* Para encerar: Misturar uma parte de óleo vegetal, como a linhaça, com outra parte de suco de limão ou vinagre, e aplique com uma flanela.

* Para lustrar móveis: Fazer uma solução de uma parte de suco de limão e duas partes de óleo vegetal. Dê brilho com uma flanela.